Brasil: A crise da República Oligárquica


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Brasil: A crise da República Oligárquica

» Entre 1919 e 1930 é denominado o período da crise da república oligárquica. Antes da crise os governos brasileiros mantiveram e fortaleceram o predomínio das elites paulista e mineira sobre a vida política nacional. A partir de 1920, foram criados novos grupos sociais, entre eles, militares, trabalhadores que reinvidicavam participação no poder. Assim conseguiram a democratização política do país.
Panorama Econômico
» Durante a República Oligárquica, o café foi o principal produto de exportação brasileiro, gerando importantes recursos para a economia nacional. Com a queda dos preços no mercado internacional, Afonso Pena instituiu a política de valorização do café. Com a crise econômica de 29, os EUA como era um grande comprador de café do Brasil, rompeu seus negócios com a economia nacional, trazendo vários problemas. Porém, tínhamos uma vantagem, o café estava em decadência mas, a atividade industrial sofria um aumento significativo, após a Primeira Guerra Mundial, fazendo o maior crescimento da população e a urbanização da cidade .

Novos personagens entraram em cena

» Em 1920 os governos priorizavam a economia agroexportadora e deixavam de lado os interesses dos grupos surgidos no processo de urbanização e industrialização.
Havia três grupos: Burguesia industrial reivindicava uma política de desenvolvimento por meio da alta de impostos sobre produtos estrangeiros. A Classe média urbana, grupo ligado as atividades industriais , bancárias e comerciais , reivindicava a instituição do voto secreto . O operariado pressionava o governo para obter melhores condições de vida e trabalho.

Movimento Tenentista

» O movimento tenentista era liderado por jovens de baixa patente, entre tenentes e capitães. Defendiam o voto secreto, reformas políticas e sociais e o fim das fraudes eleitorais. Foi um movimento que atraiu grande simpatia dos grupos de oposição ao governo.

Revolta do Forte de Copacabana
» Ocorreu em 5 de julho de 1922 na cidade do Rio de Janeiro
Quem comandava o Forte de Copacabana, na ocasião, era o capitão Euclides Hermes da Fonseca, filho do marechal Hermes da Fonseca. No dia 4 de julho, Euclides exortou os seus comandados, tendo feito escavar trincheiras desde o portão do Forte até o farol, minando-se o terreno.
Tendo sido estabelecido que o movimento se iniciaria a uma hora da madrugada do dia 5, a uma e vinte o tenente Antônio de Siqueira Campos disparou um dos canhões, sinal combinado. A guarnição aguardou em silêncio a resposta de outras unidades, o que não aconteceu. O Governo, informado do movimento, antecipara-se e fizera trocar os principais comandos militares da capital. Siqueira Campos, então, disparou contra o Quartel-General do Exército (no Campo de Santana, atual Palácio Duque de Caxias), o da Marinha (na Praça Barão de Ladário), o Depósito Naval e o Forte do Leme, matando quatro pessoas neste último. Outros autores afirmam que foram disparados tiros, ainda, contra a Fortaleza de Santa Cruz da Barra, em Niterói, e contra o Forte de São João, no bairro da Urca.
Durante todo o dia 5, o Forte de Copacabana sofreu intenso bombardeio pela artilharia da Fortaleza de Santa Cruz. Na madrugada do dia 6, o Ministro da Guerra, Pandiá Calógeras, telegrafou ao Forte, exigindo a rendição dos rebeldes. O capitão Euclides Hermes e o tenente Siqueira Campos permitiram, então, a saída de todos aqueles que não quisessem combater. Dos 301 homens da guarnição, saíram 272. Enquanto isso, os encouraçados São Paulo e Minas Gerais, e um destróier posicionaram-se ao largo da ilha de Cotunduba, passando a bombardear o Forte. O Ministro Calógeras telegrafou uma vez mais, passando Governo e rebeldes a parlamentar. Como consequência, o Capitão Euclides Hermes saiu ao encontro do Ministro no Palácio do Catete, onde recebeu voz de prisão. Encerrara-se o diálogo com um ultimato do Governo: ou os rebeldes se renderiam ou seriam massacrados.
Sob o bombardeio naval, o tenente Siqueira Campos pressionado pelos remanescentes da tropa tomou a decisão suicida: não resistiram no Forte e nem bombardearam a cidade, como haviam chegado a ameaçar. Saíram em marcha até ao Palácio do Catete combatendo. A canivete, uma bandeira brasileira foi cortada em vinte e nove pedaços e distribuída entre os rebeldes: um pedaço foi guardado para ser entregue ao capitão Euclides Hermes.
Às 13 horas do dia 6 de julho, iniciaram a marcha pela Avenida Atlântica. Um número até hoje não determinado se rendeu ou debandou. Na altura do antigo Hotel Londres, restavam dezessete militares revoltosos , aos quais se juntou o engenheiro civil gaúcho Otávio Correia, amigo do tenente Siqueira Campos. Após alguns tiroteios, ao alcançarem a altura da antiga rua Barroso (atual Siqueira Campos), os dez homens restantes (nove militares e o civil) foram confrontados pela tropa legalista (integrada por cerca de três mil homens). No confronto final, um tiroteio que durou aproximadamente trinta minutos, foram capturados, feridos, os tenentes Siqueira Campos e Eduardo Gomes, e dois soldados. Os demais faleceram em combate muito desigual. Os soldados vieram a falecer posteriormente, no hospital, em consequência dos ferimentos recebidos.

Coluna Prestes

» A Coluna Miguel Costa-Prestes, popularmente conhecida somente por Coluna Prestes, foi um movimento político-militar brasileiro existente entre 1925 e 1927 e ligado ao tenentismo, corrente que possuía um programa bastante difuso, mas algumas linhas gerais podem ser delineadas: insatisfação com a República Velha, exigência do voto secreto, defesa do ensino público e a obrigatoriedade do ensino primário para toda população.

Semana da Arte Moderna

» A Semana de Arte Moderna , também chamada de Semana de 22, ocorreu em São Paulo no ano de 1922, nos dias 13, 15 e 17 de fevereiro, no Teatro Municipal.
Cada dia da semana foi dedicado a um tema: respectivamente, pintura e escultura, poesia, literatura e música.
O presidente do estado de São Paulo, da época, Dr. Washington Luís apoiou o movimento, especialmente atráves de René Thiollier, que solicitou patrocínio para trazer os artistas do Rio de Janeiro, Plínio Salgado e Menotti Del Pichia, membros de seu partido, o Partido Republicano Paulista.


Revolução de 1930

»A Revolução de 1930 foi o movimento armado, liderado pelos estados de Minas Gerais, Paraíba e Rio Grande do Sul, que culminou com o golpe de Estado, o Golpe de 1930, que depôs o presidente da república Washington Luís em 24 de outubro de 1930, impediu a posse do presidente eleito Júlio Prestes e pôs fim à República Velha.
Em 1929, lideranças de São Paulo romperam a aliança com os mineiros, conhecida como política do café-com-leite, e indicaram o paulista Júlio Prestes como candidato à presidência da República. Em reação, o Presidente de Minas Gerais, Antônio Carlos Ribeiro de Andrada apoiou a candidatura oposicionista do gaúcho Getúlio Vargas.
Em 1 de março de 1930, foram realizadas as eleições para presidente da República que deram a vitória ao candidato governista, que era o presidente do estado de São Paulo, Júlio Prestes. Porém, ele não tomou posse, em virtude do golpe de estado desencadeado a 3 de outubro de 1930, e foi exilado.
Getúlio Vargas assumiu a chefia do "Governo Provisório" em 3 de novembro de 1930, data que marca o fim da República Velha e o início da Era Vargas .

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Vargas no Poder.



O fim da ditadura de Vargas foi marcado por um intenso debate sobre quais seriam as melhores alternativas para o Brasil enfrentar suas dificuldades econômicas e sociais.
Nesse cenário, varias correntes se formam com diferentes propostas, Entre elas, duas quase sempre são destacadas. Uma, de ideais nacionalistas, era defensora de um Estado forte e independente, com restrições ao capital estrangeiro. Outra, liberal, defendia o desenvolvimentismo com atrelamento do país ao capitalismo internacional via abertura do mercado interno e maior aproximação dos estados unidos.
Na mesma época houve um intenso crescimento urbano e industrial além da modernização dos meios de comunicação. Apesar desses grandes avanços não houve mudança q superasse a desigualdade social e a péssima condição de vida da população.
A era de Dutra inicio em janeiro de 1946 marcado pela pose da assembléia constituinte, constituída pela elaboração de uma nova constituição para o Brasil, sendo estabelecido, o jogo democrático, a organização do estado em três poderes (legislativo, executivo e judiciário) e a autonomia dos estados e municípios colocando o fim ao centralismo político que existia a era Vargas.
No governo Dutra foi elaborado o plano SALTE (abreviatura de: saúde, alimentação, transporte e energia) considerando setores prioritários.
Em 1951 Getulio Vargas volta ao poder , o governo procurou restringir as importações, limitou os investimentos estrangeiros dificultando as remessas de lucro de empresas- transnacionais para seu pais de origem . Para incentivar as indústrias nacionais criaram o banco Nacional de Desenvolvimento Econômico.
Para promover o movimento industrial o governo criou a Petrobrás empresa estatal para deter o monopólio da exploração e do refino do petróleo no Brasil. Vargas dobrou o salário mínimo, ganhando o apoio dos trabalhadores.
A política estatizante desencadeou a franca oposição de empresários ligados as empresas estrangeiras, formando um grande grupo contra Vargas. Assim vários setores da sociedade passaram a exigir a renuncia do presidente.
Com suicídio de Getulio, Juscelino Kubitschek assumiu o governo, sendo marcado pelo desenvolvimentismo e prometendo desenvolver o país em tempo recorde. Para alcançar essa meta o governo favoreceu a entrada de capitais estrangeiro e a presença de impressa transnacionais no país, era o fim do nacionalismo do período Vargas e o começo do capitalismo internacional, o país estava enfrentando uma crise financeira com inflação muito alta. A maior obra de JK foi ha construção de Brasília.
Em 1961 Jânio Quadros assumiu a presidência encontrando a situação financeira em crise, então congelou salários dos trabalhadores fazendo com que , os mesmos ficassem descontentes pois perdia o poder de compra. O governo reatou relações diplomatas com países socialistas, essa atitude provocou reações contraria inclusive dentro do partido do presidente fazendo com que Jânio Quadros renunciasse;
A ditadura Militar, período da política brasileira em que os militares governaram o Brasil foi de 1964 a 1985. Caracterizou-se pela falta de democracia, supressão aos que eram contra o regime militar. O governo de João Goulart (1961-1964) foi marcado pela abertura às organizações sociais. Todos temiam uma guinada do Brasil para o lado socialista. No dia 13 de março de 1964, João Goulart realiza um grande comício na Central do Brasil (Rio de Janeiro), onde defende as Reformas de Base. Neste mesmo ano Castelo Branco general militar, foi eleito pelo Congresso Nacional Presidente da República.
A época do regime militar foi dos mais duros; cidadãos tiveram seus direitos políticos e constitucionais cessados, os sindicatos receberam intervenção de o governo militarem, juízes foram aposentados e acabou-se com as garantias do habeas-corpus. Houve aumento de repressão militar e policial. Em 1967 uma nova constituição para o país foi imposta. A oposição cresce, a UNE (União Nacional dos Estudantes) organiza a passeata dos cem mil em protesto ao regime. A Junta Militar de 1969 escolhe o General Emílio Garrastazu Médici para Presidente da República. Foi uma época em que, professores políticos, músicos, artistas e escritores são investigados, presos, torturados ou exilados do país. O DOI-CODI atua como centro de investigação e repressão do governo militar. Ganha força no campo a guerrilha rural, sendo fortemente reprimida pelas forças militares.
Os empréstimos estrangeiros geraram uma dívida externa elevada para os padrões econômicos do Brasil. A oposição política começa a ganhar espaços e nas eleições de 1974, o MDB conquista 59% dos votos para o Senado, 48% da Câmara dos Deputados e ganha a prefeitura da maioria das grandes cidades. Os militares de linha dura, não contentes com os caminhos do governo, promovem ataques clandestinos aos membros da esquerda.
Em 1978, Geisel acaba com o AI-5, restaura o habeas-corpus e abre caminho para a volta da Democracia no Brasil. A vitória do MDB nas eleições acelerara o processo de redemocratização. O General João Batista Figueiredo decreta a Lei da Anistia, concedendo o direito de retorno ao Brasil para os brasileiros exilados e condenados por crimes políticos. Cartas bomba são colocadas em órgãos da imprensa e da OAB. Nos últimos anos do governo militar, o Brasil apresenta vários problemas e em 1984, milhões de brasileiros participam do movimento das Diretas já. O movimento era favorável à aprovação da Emenda Dante de Oliveira que garantia eleições diretas para Presidente da República. Para a decepção do povo, a emenda não foi aprovada pela Câmara dos Deputados.
No dia 15 de janeiro de 1984 o Colégio Eleitoral escolhe o Deputado Tancredo Neves para disputar as eleições com Paulo Maluf. O Presidente eleito fazia parte da Aliança Democrática – o grupo de oposição formado pelo PMDB e pela Frente Liberal. Era o fim do Regime Militar. Os anos seguintes foram de regime democrático e a situação precária da economia não cessou, ao contrário gerou diferenças sociais e econômicas gritantes. O governo atual passa por sérios problemas administrativos e de corrupção chegando diante da denúncia da Procuradoria Geral da República devido aos atos de corrupção, de desrespeito ao povo e a constituição. O que deve, portanto nos mover, não pode ser apenas sentimentos de indignação, mas de compromisso com a verdade, com o futuro, com as instituições, com a democracia, com o Brasil, levantando uma nova bandeira de mudanças já.

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A Segunda Guerra e a queda de Vargas



O Avanço do Eixo(1939-1941)

O início da guerra caracterizou-se pela rápida ofensiva nazista. Em 1939,os exércitos alemães submeteram a Polônia. No ano de seguinte teve início um guerra-relâmpago(Blit-zkrieg)m, com ataque em massa contraq o inimigo, usando tanques e força aérea(Lufwaffe). Aos bombardeios arrasadores seguia-se a ocupação dos blindados.
O avanço alemão foi fulminante, tendo sido ocupadas a Dinamarca, a Noruega, a Holanda e a Bégica.
O alvo seguinte das forças nazistas foi a Inglaterra, onde se travou um verdadeiro duelo aéreo entre a Lufwaffe, força aérea nazista, e a RAF(Royal Air Force), força aérea inglesa.
Em 1941, a guerra ampliou-se. Em junho, em busca de minérios, petróleo e cereais, o governo de Hitler pôs em prática o Plano Barba Ruinva: rompeu o Pacto Germânico-Soviético e invadiu a União Soviética sem declarar guerra.

A Vitória dos Aliados

Contidos em Moscou, os alemães foram pressionados a recuar. A grande batalha entre alemães e soviéticos ocorreu em Stalingrado, União Soviética. Dái em diante, a partir de 1942, os soviéticos expulsaram os invasores e avançaram em direção ao Ocidente. Nascia a primeira frente aliada contra a Alemanha na Europa. Apesar dos apelos de Stalin, os soviéticos teveram de enfrentar sozinhos os inimigos nessa região.
Em julho de 1943, os Aliados chegaram à Italia e abriram a segunda frente aliada contra a Alemanha na Europa. A Itália rendeu-se em setembro, apesar de a luta continuar no norte do país. Em junho de 1944, os Aliados desembarcaram na Normandia, norte da França, acontecimento que ficou conhecido como Dia D, iniciando a terceira frente de avanço sobre a Alemanha.
Em agosto de 1944, Paris foi libertada. No final do ano, as três aliadas marcharam sobre a Alemanha, alcançando Berlim em abrilde 1945. Em 7de maio, os nazistas fizeram a rendição final.

A queda de Vargas

A participação do Brasil na luta contra os regimes ditatoriais criou uma contradição que acabou por enfraquecer as bases do Estado Novo. Os brasileiros lutavam contra os nazifascistas, enquanto mantinham um regime ditatorial. A oposição à ditadura de Vargas, que mesmo antes da entrada na guerra se fortalecia, ganhou espaço, com a realização de diversas manifestações.
Em outubro de 1943, políticos e empresários de Minas Gerais publicaram o Manifesto dos Mineiros, no qual exigiam a democratização dos país. Pouco depois, Vargas estabeleceu a data para a realização de eleições gerais: de de dezembro de 1945. Lançaram assim um movimento de apoio ao presidente que recebeu o nome de Queremismo, pois seu lema era Queremos Getúlio. Era encorajado pelo próprio Vargas e apoiado pelo Partido Comunista do Brasil. Isso porque o PCB acreditava que Vargas era capaz de consolidar o capitalismo no país, condição considerada necessária para o desenvolvimento da revolução social. O apoio dos comunistas a Vargas causou estranheza em muitos simpatizantes do partido.

Os acordos do final da guerra

Na Conferência de Yalta, em fevereiro de 1945, na União Soviética, estavam presentes o presidente Roosevelt(Estados Unidos), o primeiro-ministro Churcill(Inglaterra) e o líder soviético Stalin(União Soviética). Ali definiram a partilha mundial, cabendo à União Soviética o predomínio sobre o leste europeu. Da União Soviética até a Polônia, todos os estados, anteriormente sob o domínio alemão, passaram para a hegemonia soviética. Esse acordo permitiu a Stalin impor a povos e países da região regimes comunistas.

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Bipolarização: o mundo dividido


Com o fim da Segunda Guerra Mundial (1945), os principais países envolvidos no conflito (França, Reino Unido, Itália, Alemanha e Japão) se encontravam em péssima situação socioeconômica. O cenário de destruição nessas nações era enorme, a infraestrutura estava totalmente abalada, além da grande perda populacional. Apenas Estados Unidos e União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, apesar dos prejuízos gerados pela participação na Guerra, conseguiram manter uma estabilidade financeira.

Após o conflito, a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas anexou vários territórios, aperfeiçoaram o desenvolvimento de armas nucleares, ampliou sua área de influência no leste europeu, além de possuir o maior exército do planeta.
Os Estados Unidos, por sua vez, destinou créditos financeiros para a reestruturação dos países envolvidos na Segunda Guerra Mundial, ampliou suas zonas de influência e cercou-se de tecnologia para produção de armas nucleares.

Por esses aspectos em comum, Estados Unidos e URSS passaram a ser considerados superpotências mundiais. Entretanto, havia um grande diferencial entre essas duas nações – o sistema político: Estados Unidos (capitalista) e União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (socialista). Cada um exercendo sua influência na geopolítica global.

Os EUA, através de financiamentos e outras medidas políticas (até mesmo fornecimento de armas), passaram a exercer grande influência sobre os países que optaram pelo sistema econômico capitalista. A URSS utilizou-se dos mesmos critérios para expandir suas áreas de influência. Estabeleceu-se a geopolítica bipolar, interferindo diretamente na política de vários países. Conflitos armados foram impulsionados por essa rivalidade entre as duas superpotências, entre eles estão: a Guerra da Coréia, Guerra do Vietnã, Revolução Cubana, os conflitos no Oriente Médio, conflitos entre grupos separatistas na África, além do apoio a golpes militares, como, por exemplo, a ditadura militar no Brasil, o golpe ao presidente Salvador Allende no Chile, e apoio a políticas ditatoriais em várias nações.

Porém, na década de 1980, a URSS passou por uma grave crise econômica, sendo consequência da própria política adotada. A falta de criatividade e agilidade para modificá-la, a estagnação do setor industrial, queda de produtividade de bens de consumo (alimentos, roupas, etc.), além dos altos gastos com armamentos, levou a uma defasagem em relação aos avanços alcançados pelos países capitalistas desenvolvidos.

O agravamento da crise do sistema socialista ocasionou um processo de enfraquecimento da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, que culminou em 1991, na desintegração desta. Esse fato estabeleceu o fim da Guerra Fria, e, consequentemente, da ordem mundial bipolar.

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Brasil: Da democracia à ditadura.





O fim da ditadura de Vargas foi marcado por um intenso debate sobre quais seriam as melhores alternativas para o Brasil enfrentar suas dificuldades econômicas e sociais.
Nesse cenário, varias correntes se formam com diferentes propostas, Entre elas, duas quase sempre são destacadas. Uma, de ideais nacionalistas, era defensora de um Estado forte e independente, com restrições ao capital estrangeiro. Outra, liberal, defendia o desenvolvimentismo com atrelamento do país ao capitalismo internacional via abertura do mercado interno e maior aproximação dos estados unidos.
Na mesma época houve um intenso crescimento urbano e industrial além da modernização dos meios de comunicação. Apesar desses grandes avanços não houve mudança q superasse a desigualdade social e a péssima condição de vida da população.
A era de Dutra inicio em janeiro de 1946 marcado pela pose da assembléia constituinte, constituída pela elaboração de uma nova constituição para o Brasil, sendo estabelecido, o jogo democrático, a organização do estado em três poderes (legislativo, executivo e judiciário) e a autonomia dos estados e municípios colocando o fim ao centralismo político que existia a era Vargas.
No governo Dutra foi elaborado o plano SALTE (abreviatura de: saúde, alimentação, transporte e energia) considerando setores prioritários.
Em 1951 Getulio Vargas volta ao poder , o governo procurou restringir as importações, limitou os investimentos estrangeiros dificultando as remessas de lucro de empresas- transnacionais para seu pais de origem . Para incentivar as indústrias nacionais criaram o banco Nacional de Desenvolvimento Econômico.
Para promover o movimento industrial o governo criou a Petrobrás empresa estatal para deter o monopólio da exploração e do refino do petróleo no Brasil. Vargas dobrou o salário mínimo, ganhando o apoio dos trabalhadores.
A política estatizante desencadeou a franca oposição de empresários ligados as empresas estrangeiras, formando um grande grupo contra Vargas. Assim vários setores da sociedade passaram a exigir a renuncia do presidente.
Com suicídio de Getulio, Juscelino Kubitschek assumiu o governo, sendo marcado pelo desenvolvimentismo e prometendo desenvolver o país em tempo recorde. Para alcançar essa meta o governo favoreceu a entrada de capitais estrangeiro e a presença de impressa transnacionais no país, era o fim do nacionalismo do período Vargas e o começo do capitalismo internacional, o país estava enfrentando uma crise financeira com inflação muito alta. A maior obra de JK foi ha construção de Brasília.
Em 1961 Jânio Quadros assumiu a presidência encontrando a situação financeira em crise, então congelou salários dos trabalhadores fazendo com que , os mesmos ficassem descontentes pois perdia o poder de compra. O governo reatou relações diplomatas com países socialistas, essa atitude provocou reações contraria inclusive dentro do partido do presidente fazendo com que Jânio Quadros renunciasse;
A ditadura Militar, período da política brasileira em que os militares governaram o Brasil foi de 1964 a 1985. Caracterizou-se pela falta de democracia, supressão aos que eram contra o regime militar. O governo de João Goulart (1961-1964) foi marcado pela abertura às organizações sociais. Todos temiam uma guinada do Brasil para o lado socialista. No dia 13 de março de 1964, João Goulart realiza um grande comício na Central do Brasil (Rio de Janeiro), onde defende as Reformas de Base. Neste mesmo ano Castelo Branco general militar, foi eleito pelo Congresso Nacional Presidente da República.
A época do regime militar foi dos mais duros; cidadãos tiveram seus direitos políticos e constitucionais cessados, os sindicatos receberam intervenção de o governo militarem, juízes foram aposentados e acabou-se com as garantias do habeas-corpus. Houve aumento de repressão militar e policial. Em 1967 uma nova constituição para o país foi imposta. A oposição cresce, a UNE (União Nacional dos Estudantes) organiza a passeata dos cem mil em protesto ao regime. A Junta Militar de 1969 escolhe o General Emílio Garrastazu Médici para Presidente da República. Foi uma época em que, professores políticos, músicos, artistas e escritores são investigados, presos, torturados ou exilados do país. O DOI-CODI atua como centro de investigação e repressão do governo militar. Ganha força no campo a guerrilha rural, sendo fortemente reprimida pelas forças militares.
Os empréstimos estrangeiros geraram uma dívida externa elevada para os padrões econômicos do Brasil. A oposição política começa a ganhar espaços e nas eleições de 1974, o MDB conquista 59% dos votos para o Senado, 48% da Câmara dos Deputados e ganha a prefeitura da maioria das grandes cidades. Os militares de linha dura, não contentes com os caminhos do governo, promovem ataques clandestinos aos membros da esquerda.
Em 1978, Geisel acaba com o AI-5, restaura o habeas-corpus e abre caminho para a volta da Democracia no Brasil. A vitória do MDB nas eleições acelerara o processo de redemocratização. O General João Batista Figueiredo decreta a Lei da Anistia, concedendo o direito de retorno ao Brasil para os brasileiros exilados e condenados por crimes políticos. Cartas bomba são colocadas em órgãos da imprensa e da OAB. Nos últimos anos do governo militar, o Brasil apresenta vários problemas e em 1984, milhões de brasileiros participam do movimento das Diretas já. O movimento era favorável à aprovação da Emenda Dante de Oliveira que garantia eleições diretas para Presidente da República. Para a decepção do povo, a emenda não foi aprovada pela Câmara dos Deputados.
No dia 15 de janeiro de 1984 o Colégio Eleitoral escolhe o Deputado Tancredo Neves para disputar as eleições com Paulo Maluf. O Presidente eleito fazia parte da Aliança Democrática – o grupo de oposição formado pelo PMDB e pela Frente Liberal. Era o fim do Regime Militar. Os anos seguintes foram de regime democrático e a situação precária da economia não cessou, ao contrário gerou diferenças sociais e econômicas gritantes. O governo atual passa por sérios problemas administrativos e de corrupção chegando diante da denúncia da Procuradoria Geral da República devido aos atos de corrupção, de desrespeito ao povo e a constituição. O que deve, portanto nos mover, não pode ser apenas sentimentos de indignação, mas de compromisso com a verdade, com o futuro, com as instituições, com a democracia, com o Brasil, levantando uma nova bandeira de mudanças já.

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Introdução ao estudo do século XX e início do XXI




http://www.curso-objetivo.br/vestibular/roteiro_estudos/imagens/re_seculo_20_2.jpg


O século XX foi o período de cem anos iniciado em 1 de janeiro de 1901 e terminado em 31 de dezembro de 2000 que se notabilizou pelos inúmeros avanços tecnológicos, conquistas da civilização e reviravoltas em relação ao poder. No entanto, esses anos podem ser descritos como a "época dos grandes massacres", já que nunca se matou tanto como nos conflitos ocorridos no período. Em muitos países da Europa e da Ásia, o século XX também foi largamente apelidado de "Século Sangrento". Século Sangrento foi um “apelido” dado por países da Europa e Ásia ao século XX (1901-2000). Essa denominação deve aos inúmeros massacres e derramamentos de sangue acontecidos neste século, tais como as duas Guerras Mundiais, a Guerra Fria, Guerra do Golfo e Guerra do Vietnã, dentre outros. Há quem se acredita que o século XXI possa também ser chamado de um novo "século sangrento", em decorrência de se poder acontecer uma terceira Guerra Mundial.
Para o historiador Eric J. Hobsbawm, o século XX não se inicia em 1900, e sim em 14 anos depois, com a deflagração da Primeira guerra Mundial. Seu marco final também não seria o ano 2000, mas 1991, quando o mundo viu ruir a URSS. Por isso, Hobsbawm o denomina breve século XX.
De acordo com essa definição, até a eclosão da Primeira Guerra mundial, prevaleceram no mundo ocidental elementos típicos do século XIX, como as disputas imperialistas e a corrida armamentista.
Somente a partir do conflito teria se iniciado um período novo na Historia, com eventos e processos relativamente distintos daqueles de outras épocas da idade contemporânea.
O curto século XX teve suas características básicas centradas nas lutas sócias, que surgiram do sistema capitalista. Tentativas de superação agravaram sucessivas crises econômicas.
Outro fator importante e marcante no século XX foram as guerras. Elas foram quase interruptas durante o século, eram motivadas por varias razões diferentes e muitas delas envolviam praticamente todo o planeta.
Historiadores estimaram um total de 187 milhões de mortes associadas às guerras que foram ocorridas no século XX.
Período que foi marcado pela divisão do mundo em dois blocos político-econômicos distintos: o bloco capitalista, liderado pelos Estados Unidos, e o socialista liderado pela URSS. A luta entre esses dois blocos ficou conhecida como Guerra fria.
Foi no fim da Guerra fria que começou um novo momento devido à expansão do capitalismo surgiu à globalização.
Afirmo também que no século XX ocorreram grandes transformações culturais devido à urbanização, um crescimento populacional, exclusão social, um desenvolvimento da tecnologia com o surgimento da internet e da comunicação, dando assim o início de uma nova era.
O capitalismo se tornou o apogeu da evolução da humanidade, com o colapso da URRS e o termino da Guerra Fria.
Ressalto que no século XX ocorreram muitas lutas e conquistas de segmentos sociais, a saber:
Declaração Universal dos Direitos Humanos;
Direitos Civis da comunidade negra norte- americana;
As leis trabalhistas;
Direito do voto feminino;
Dentre outras. Tendo o desfio de formar uma sociedade mais justa capaz de incluir a todos com ampliação da cidadania.
Não podemos esquecer que o século XXI, teve um inicio conturbado com diversos desastres: guerras, crises, desigualdades sócias, bombas atômicas.
De forma alguma começou de forma diferente. Inicio de 2009 uma forte crise econômica cresce no mundo, com raízes norte-americanas. A crise se espalha pela Europa, Ásia e por toda a America afetando toda a economia global.
Com o fim do século XX e o inicio do século XXi fica claro que geraram grandes acontecimentos para a construção da nossa realidade.





(Representando a crise financeira mundial)

ROTEIRO


• Conceito:
O século XX e o início do século XXI é o começo de uma nova Era com muitas lutas e conquistas.

• Causas:
Este período foi marcado por muitas lutas, guerra, crise econômica financeira gerando uma grande desigualdade social. Também afirmo que houve muitas conquistas como: A cidadania tornando uma sociedade mais justa, propondo maneiras para universalizar à igualdade de direitos, a Declaração Universal dos Direitos Humanos, as leis trabalhistas, direito do voto feminino, a globalização o aparecimento da internet, entre outras.

• Características:
Considero que a característica básica é a concentração nas lutas sociais surgido do sistema capitalista.

• Bibliografia:
Livros didáticos,
Internet,
Barça online,
Dicionário

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